Quem desenhou o método operou a fábrica por dentro.
A maior parte de quem fala de digitalização nunca teve uma operação parando às três da tarde. Essa é a diferença que a Blue Eye vende.
Rodrigo Carvalho
Passei anos dirigindo a operação de uma indústria brasileira: importação da China, beneficiamento no Brasil, produção própria e terceirizada, logística, expedição. Vi de perto o que acontece com processo bem desenhado que depende só de disciplina, ele morre, e volta a morrer na próxima consultoria.
Em vez de treinar mais gente para seguir o processo, comecei a construir as ferramentas em que o jeito certo era o mais fácil. Portal para os fornecedores externos, apontamento em tablet no chão de operação, controle de material, briefing automático para a gestão. Tudo entrando atrás de um interruptor, numa operação que não podia parar, e não parou.
Com IA como instrumento de construção, o que antes levava meses passou a caber em semanas. O que continuou levando tempo foi o de sempre: entender por que o processo não era cumprido e fazer a equipe usar a ferramenta. Foi essa combinação, conhecer a operação por dentro e conseguir construir rápido, que virou a Blue Eye.
A prova mais completa é a Neobag, indústria de sacolas e bags personalizadas, onde fui diretor: a operação digitalizada de ponta a ponta, do pedido à entrega, rodando todos os dias.
O que eu acredito
Quatro convicções que vieram da operação, não do livro
Disciplina não escala; ferramenta escala
Se seguir o padrão dá mais trabalho que não seguir, o padrão perde. Sempre.
A verdade vem de quem executa
Painel que adivinha vira painel em que ninguém confia, e a operação volta para a planilha paralela.
Correção manual repetida é sinal de produto
Quando o time contraria a mesma sugestão automática toda semana, o time está certo e o modelo está errado.
Mudança sem botão de desligar é aposta
E operação, a que paga salário no fim do mês, não é lugar de apostar.
Próximo passo
Uma hora de conversa. Um processo escolhido. Zero compromisso.
Com quem decide. Você sai com um processo escolhido e uma forma clara de saber se deu certo, para decidir com fatos em vez de promessa.
Risco invertido: se em 6 semanas o processo não estiver rodando de verdade na sua operação, a segunda parcela do piloto você não paga.